Ao Nícolas,
Da pele
esticada, milímetro por milímetro sem que os olhos pudessem perceber... Da
ansiedade do querer ver, ouvir quem sabe
cantar e até rir...Do tempo que
passa com passos pequenos e ao mesmo
tempo voando pelas paredes...Do primeiro choro
ao sorriso que por não caber em mim precisou transbordar os olhos e lavar todo
o meu rosto...O primeiro
abraço, o primeiro colo, o primeiro choro, engasgo, amasso...As horas
mudadas, os dias trocados, as canções não cantadas por travarem no peito ao ver
teu semblante singelo dormir por entre meus braços...Começa dia,
termina noite, o cabelo que cresce, os tamanhos que mudam, as vontades que passam...Agora
sorrisos, choros, manhas, abraços e beijos apertados de um amor sem limite que
em nada pode se comparar ou mensurar...Um
corre-corre de brincadeiras, um corre-corre de medos, de orgulho e veneração...Os primeiros
passos, tombos. As primeiras balbucias, gritos. Os gritos altos, os bem
baixinho e as rizadas de dobrar esquina.Teimosias
que não ensinaram a lidar, coisas que os livros não trouxeram, fatos que ninguém prescreveu...Brigas de
dar vontade de rir, rizadas que me levam ao choro...Os olhares
de medo, de sono, de paixão... Um olhar
de ternura e carinho.Um aperto um
amasso, dois corações e jamais solidão...O tempo
espaço vira pausa para que nada mais possa ser desilusão...Ansiedade
que aumenta, pele que enruga, estica, cresce, amolece.Os primeiros
de muitos nãos, de outros sins... o vai
e vem.Não há mais
dor, solidão, melancolia ou mesmo tédio.É a razão
por estar viva, por querer sempre mais e mais...Tudo me
comove, o jeito, o olhar, andar, abraço e choro...É o motivo
sublime, minha lei, meu guia. Meu filho, minha vida.
Mamãe.
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