Nunca foi segredo para ninguém da minha tendência ao Lula. Admito, mas é preciso ressaltar que não é uma opção de alguns anos, ou uma posição de agora. Não. No ano em que o Collor venceu o segundo turno, lembro como se fosse hoje a cena em minha casa. Minha família torcendo pelo vencedor e eu lá com menos de dez anos torcendo pela figura do Lula, porque em verdade nada entendia de política. Ele perdeu, no mesmo dia nossa cachorra PRETA ganhou os filhotes. Meu pai me deu o primeiro cachorrinho e eu imediatamente dei ao pequeno o nome de, claro, Lula. Os anos passaram, o meu Lula não vingou (morreu dias ou semanas após o parto) mas minha admiração pela figura do cara que via na televìsão só aumentou...
Cresci e o Lula virou presidente do meu país.... Chorei ao ver ele subir a rampa do Palácio, chorei com o discurso e sigo me emocionando e admirando o cara que nem mesmo sei porque, ainda criança, virou meu ídolo. Me fomei e atuei em dois sindicatos de trabalhadores... um deles dos Metalúrgicos, categoria que Lula se consagrou liderança absoluta. Vivenciei um pouco do sindicalismo, me apaixonei pela causa, lutei pelos trabalhadores com a mesma certeza de Lula: Não odiamos eles, pois são eles que pagam nosso salário. Vi o Lula se reeleger...mudar o país e se tornar o um dos caras mais respeitados do mundo. No ano em que nosso país terá novamente eleição, a primeira sem Lula, eu atuo diretmente na política, envolvida com o Partido dos Trabalhadores, sigla de Lula. No ano em que conheceremos um outro presidente e que eu não terei o prazer de vota no Lula, fui ao cinema ver a história de vida daquela figura que me encantou quando eu era criança, que me cativou quando eu era adolescente e que me motivou e me motiva ainda todos os dias. O filme é bárbaro e eu admito que não tenho consciência crítica suficiente para dizer além mais do que Fantástico! Simplesmente...
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