sexta-feira, agosto 7

Jornalistas e assessores de imprensa do governo

- UM PEQUENO TEXTO PARA REFLEXÃO:


Os assessores de imprensa do governo não devem ser amigos ou inimigos dos jornalistas. Os jornalistas devem ser observadores neutros do governo e de suas ações e planos. Em uma democracia, a imprensa e o governo não podem ser parceiros. Eles são adversários naturais com funções diferentes. Cada um deve respeitar o papel do outro e, contudo, reconhecer que existe uma tensão natural entre os dois. De um lado, às vezes é uma relação na qual as autoridades tentam contar sua versão dos acontecimentos ou evitar completamente a publicidade, e a imprensa investiga a existência de erros e força para conseguir divulgar as informações. De outro, a relação é recíproca. Os jornalistas precisam dos assessores de imprensa do governo para ajudá-los a entender as ações e os planos do governo. Os assessores de imprensa do governo precisam dos jornalistas para que as informações sobre as ações e os planos do governo cheguem ao público.
Alguns assessores de imprensa do governo esperam que um jornalista que seja um amigo social não escreva uma matéria negativa, mas um jornalista profissional não deixa que a amizade com uma autoridade se coloque no caminho de uma matéria. Ser jornalista é um trabalho de 24 horas por dia, e um bom jornalista nunca está de folga.
"Os porta-vozes precisam ter relações cordiais, porém profissionais, com os jornalistas", diz o ex-porta-voz da Casa Branca para o presidente Clinton, Mike McCurry. "Eles, os jornalistas, têm tarefas a cumprir, e vocês, os porta-vozes, têm tarefas a cumprir. Você pode ser amigo de um repórter, mas precisa se lembrar que repórteres estão sempre a trabalho e você também."
Em situações sociais, as autoridades governamentais devem esclarecer as regras básicas sob as quais estão fazendo suas declarações, como "off the record" ou "sem identificação da fonte". (Veja "Falando On e Off the Record".) Uma boa regra é nunca dizer ou fazer nada que não queira ver na primeira página do jornal do dia seguinte.
"Os porta-vozes podem ter uma relação profissional amistosa com um jornalista, mas uma relação pessoal pode ser difícil", diz Joni Inman, da NAGC. "Haverá uma hora em que o jornalista precisará fazer perguntas delicadas ou escrever ou colocar no ar uma matéria que você talvez não queira. Você não pode contar apenas com a amizade. Algum lado será atingido - ou a relação profissional ou a amizade. Mas você precisa ter uma relação profissional. Você precisa ser capaz de ligar para um jornalista e dizer: 'Você realmente estragou aquela matéria'."

Fonte: http://www.embaixada-americana.org.br/responsible/what.htm



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