
Hoje eu acordei mais cedoTomei sozinho o chimarrãoProcurei a noite na memória... procurei em vãoHoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)Tudo deve estar suspenso... nada deve pesarJá vivi tanta coisa, tenho tantas a viverTô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencerHoje eu acordei livre: não devo nada a ninguémNão há nada que me prendaAinda era noite, esperei o dia amanhecerComo quem aquece a água sem deixar ferverHoje eu acordei, agora eu sei viver no escuroAté que a chama se acendaVerde... quente... erva... ventre... dentro... entranhasMate amargo noite adentro estrada estranhaNunca me deram mole, não (melhor assim)Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e levezaMãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza... ilex paraguariensis...... ilex paraguariensis...
Hoje, 23, dia do CHIMARRÃO, bem imaterial do Brasil!!!
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